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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Juventude a alcoolismo: um problema social


O alcoolismo é um grave problema que atinge a sociedade como um todo. Mas, é o crescimento do alcoolismo entre os jovens que preocupa a sociedade atualmente.

Pesquisas e estudos mostram que os jovens estão bebendo mais e cada vez mais cedo. O hábito da bebida entre os jovens tem diversas origens. Há o apelo da mídia, com propagandas chamativas e bem elaboradas, na TV e na internet, incentivando o público jovem a consumir bebidas alcoólicas. 

Há a crença do próprio jovem de que a bebida é a coisa de adulto, que dá coragem, que ajuda a disfarçar ou a vencer a timidez. E há, também, os jovens que bebem para serem aceitos em um grupo ou para conquistarem alguém ou manterem um relacionamento.

Independente do motivo, a bebida pode causar dependência e isto traz conseqüências para os jovens, como o aumento da violência, o baixo rendimento escolar, o aumento de acidentes de trânsito e problemas de relacionamento.

O problema do alcoolismo entre os jovens é algo grave e que exige um enfrentamento imediato. Instituições governamentais, ONGs, igrejas e as famílias devem unir-se para informar os jovens sobre os efeitos danosos do alcoolismo. Campanhas institucionais, palestras em escolas, a a criação de centros de reabilitação para dependentes são exemplos do que pode ser feito para afastar este perigo da nossa juventude.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Voluntários do CEJ Ribeira Brava entregam donativos em Cachaço


Os voluntários do Centro da Juventude da Ribeira Brava fizeram neste sábado, 24 de Janeiro, a entrega de roupas a 21 famílias carenciadas da comunidade de Cachaço. As roupas foram doadas por dezenas de pessoas do município que tem aliado aos voluntários para proporcionar maior conforto a aqueles que mais precisam.

Durante o encontro, aproveitou-se também para informar e sensibilizar a população para a doença EBOLA, tendo sido proferida uma palestra sobre o tema.

Os voluntários do Centro da Juventude vão continuar as acções a nível social junto dos mais desfavorecidos, já no dia 08 de Fevereiro organizam o Carnaval solidário, tendo como publico alvo as crianças portadoras de deficiência ou carenciadas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CEJ Ribeira Brava:Gabinete de Serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva ao serviço dos jovens


O Centro da Juventude da Ribeira Brava conta com um Gabinete de Serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva (GSSR) para, entre outros objectivos, promover comportamentos saudáveis e aconselhamento aos jovens.
Inaugurado em Março de 2014, serve não só para orientar os jovens a ter uma vida saudável, como também contribuir para a ampliação de conhecimentos e o aumento do acesso ao preservativo e a redução das vulnerabilidades do público-alvo.

O projecto é resultado de uma parceria da Direcção Geral da Juventude com o Escritório das Nações Unidas em Cabo Verde e conta com o apoio das Delegacias de Saúde e do Ministério da Educação e Desporto.

A Delegacia de Saúde de S. Nicolau disponibiliza um técnico de saúde para atender os jovens da Ribeira Brava, disponivel para atendimento todas as sextas feiras das 08:30h as 12:00h

Para saber mais, visite o Centro da Juventude da Ribeira Brava.

A importância da família no tratamento do alcoolismo


A dependência do álcool geralmente representa um impacto profundo em diversos aspectos da vida do indivíduo e também daqueles que estão ao seu redor. Dada a sua complexidade, é interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao uso da substância, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social. 

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticado, deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

A abstinência deve ser a meta do tratamento, porém, por inúmeras razões esta pode não ser obtida no início nem mesmo ao longo do tempo. Apesar disso, o indivíduo ainda pode ter benefícios de permanecer no processo, com minimização dos prejuízos psicossociais, tratamento de comorbidades clínicas e psiquiátricas e outras condições ligadas à dependência. Nota-se ainda que quanto maior o número de atores envolvidos no processo (família, amigos, professores, colegas de trabalho), maiores são as chances de adesão ao tratamento e recuperação. 

A família, em especial, é peça-chave tanto na prevenção do uso nocivo do álcool, como em casos em que o problema já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento inicia-se pela família, principalmente porque o usuário de álcool não aceita seu problema, não reconhece que o uso de bebidas alcoólicas lhe traz consequências negativas ou está desmotivado para buscar ajuda. 

Um acompanhamento específico e dirigido para os familiares é essencial para que possam compreender a doença e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si mesmo. Além da Orientação (ou Aconselhamento) Familiar, cujo objetivo é fornecer informações sobre a substância, orientar a família sobre como lidar com a dependência e propiciar meios para que eles se sensibilizem com o problema, há outros dois modelos frequentemente aplicados:


Terapia sistêmica: é destinada à natureza interdependente do relacionamento familiar e como essas relações influenciam (positiva ou negativamente) a doença, sob a perspectiva da família como um sistema. O foco do tratamento é intervir nos complexos padrões de relações entre os membros familiares a ponto de gerar mudanças positivas para todo o núcleo.
Terapia Cognitivo-Comportamental (familiar e de casal): considerando que comportamentos associados ao uso indevido de álcool podem ser reforçados por meio de interações familiares, essa abordagem tem como objetivos principais alterar comportamentos que atuam como gatilho para o uso de álcool, melhorar a comunicação de os membros da família e fortalecer e ampliar habilidades sociais.

Vale ressaltar que muitas vezes a família adoece juntamente com o dependente – fenômeno este chamado de codependência. Em termos gerais, ela é descrita como uma relação disfuncional entre o paciente e o familiar, na qual o familiar passa a se preocupar mais com o dependente do que consigo mesmo, sentindo-se dominado pelas suas necessidades e desejos. Com o tempo, esse padrão de pensamentos e comportamentos pode se tornar compulsivo e prejudicial, como se a pessoa se tornasse dependente do dependente. Nesses casos, as próprias abordagens psicoterápicas citadas acima podem auxiliar o familiar; contudo, existem grupos de ajuda mútua específicos para familiares, como é o caso do Codependentes Anônimos (CoDA) e os Grupos Familiares Al-Anon. 

Em suma, a família desempenha um papel importante no tratamento da dependência do álcool, já que auxilia na aderência, permanência, na superação de dificuldades decorrentes do processo e no estabelecimento de um novo estilo de vida sem o uso do álcool. Por último, a família também pode ajudar a equipe multidisciplinar identificando mudanças comportamentais abruptas (por exemplo: isolamento, irritabilidade, labilidade do humor, prejuízo no desempenho do trabalho), que possam ser indicativos de complicações ou possíveis recaídas, as quais muitas vezes podem ser evitadas.

Dormir pouco na adolescência pode levar ao alcoolismo e à toxicodependência


Os adolescentes com problemas de sono têm mais probabilidade de se envolverem em comportamentos de risco no futuro do que os que dormem bem. De acordo com um estudo publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research, os jovens que não descansam bem têm mais tendência para terem problemas de alcoolismo, toxicodependência e distúrbios no comportamento sexual. 

Os investigadores norte-americanos analisaram os padrões de sono de mais de 6.500 adolescentes entre 1994 e 2002. 

"Na maioria do tempo não pensamos que dormir é importante. Mas os nossos resultados demonstram que o sono é um bom indicador de problemas graves no futuro", disse Maria Wong, da Universidade do Estado de Idaho, nos Estados Unidos.